DPC Bismarck

"Blog mantido como instrumento de divulgação de conteúdos ligados à Segurança Pública"

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Mediação de conflitos beneficia 42 mil pessoas em quatro anos


Brasília, (MJ) - Nos últimos quatro anos, 42 mil pessoas deixaram de ingressar com ações na Justiça e tiveram seus problemas solucionados de forma mais rápida e sem custos judiciais. O resultado é fruto de ações do projeto Justiça Comunitária, da Secretária de Reforma do Judiciário (SRJ) do Ministério da Justiça, que estimula a resolução de conflitos de maneira mais rápida e acessível. Os investimentos, que somam cerca de R$ 14 milhões, financiaram a capacitação de 700 agentes de mediação comunitária, compra de equipamentos, contratação de profissionais e adequações de espaços físicos. Atualmente, 46 núcleos estão presentes em 12 estados no e DF.


A SRJ apoia projetos, por meio de convênios com o Ministério Público, Tribunais de Justiça, Defensoria Pública, governos estaduais e municipais que busquem desenvolver formas negociadas de resolução de conflitos e garantir os direitos do cidadão. Entre os critérios para escolha dos projetos, está o índice de violência das regiões que pretendem instalar núcleos do Justiça Comunitária. 


O Justiça Comunitária teve início em 2004, quando foi criado o projeto-piloto do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, mas a decisão de instalar núcleos em outros estados brasileiros ocorreu depois de a prática vencer o 2º Prêmio Innovare, em 2005. Três anos depois, a Secretaria de Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça (SRJ) a transformou em política pública nacional. Iniciativas similares foram aperfeiçoadas e houve investimentos e apoio institucional na implantação dos demais núcleos. Hoje, 46 núcleos estão presentes em 12 estados e DF.


Os investimentos, que somam cerca de R$ 14 milhões, são direcionados ao financiamento da capacitação de agentes de mediação comunitária, compra de equipamentos, contratação de profissionais e adequações de espaços físicos. Com parte dessa verba, nos últimos três anos, foram capacitados cerca de 700 mediadores para atender à população.  Somente este ano, os recursos destinados aos Núcleos de Justiça Comunitária totalizaram R$ 2,5 milhões. 


Desde 2009, consultores ministram cursos de capacitação em mediação comunitária para as equipes multidisciplinares e os agentes comunitários dos núcleos apoiados. O conteúdo abrange noções básicas de Direito, técnicas de mediação, animação de redes sociais, terapia comunitária, direitos humanos, aulas de cultura cidadã. Os agentes comunitários de mediação realizam sessões de mediação de conflitos, orientados por uma equipe multidisciplinar composta de psicólogo, assistente social e advogado.


Fonte: mj.gov.br 

Pará registra redução da criminalidade e preservação de 635 vidas


O Pará fecha o ano de 2011 com saldo positivo no combate à violência em relação aos últimos anos. O levantamento realizado pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), em parceria com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese-PA), mostra que pelo menos 635 vidas foram preservadas até o dia 26 de dezembro no Estado, com diminuição de 11,36% da criminalidade. A redução ocorreu de forma consecutiva nos 12 meses deste ano. Os dados foram apresentados nesta quinta-feira, 29, pelo governador Simão Jatene; o secretário de Segurança Pública, Luiz Fernandes, e o supervisor técnico do Dieese-PA, Roberto Sena, no Hangar.


Na ocasião, Jatene também entregou 20 viaturas que vão integrar a Companhia de Policiamento Turístico da Polícia Militar nas cinco localidades paraenses mais visitadas. Para o governador, a redução reflete o trabalho integrado que tem sido realizado desde o primeiro dia de seu governo, em janeiro. “Ninguém faz nada sozinho. A cooperação é absolutamente fundamental para alcançar os objetivos. Eu não tenho dúvida nenhuma de que os resultados que temos obtido na redução da criminalidade são reflexo da integração das polícias, não só as do Estado, mas inclusive a Federal, as Guardas Municipais, e da integração da Polícia e Sociedade”, afirmou Jatene.

Ele destacou, ainda, a união das políticas de segurança com as políticas públicas e sociais. “Temos hoje no Estado alguns fatores que nos asseguram expectativas positivas, como o crescimento do emprego e da renda, por exemplo. Quando se cria novas oportunidades na sociedade, retira-se pessoas da criminalidade. Outras coisas são fundamentais também para a redução da violência, como o combate à impunidade. Por isso informatizamos a emissão de boletins de ocorrência, que são disponibilizados agora em tempo real para a Justiça, tornando mais transparente a ação da polícia e, sobretudo, dando maior agilidade ao trabalho, contribuindo para a diminuição da impunidade também”, acrescentou o governador, que lembrou que neste ano o Estado atingiu a marca histórica na geração de emprego, com quase 60 mil vagas criadas.

NÚMEROS Em todo o Pará, a redução da criminalidade resultou em -11,36%. No comparativo dos principais crimes entre os anos de 2010 e 2011 (até 26 de dezembro), registrou-se a diminuição dos crimes de roubo (-11,27%), estrupo (-7,76%), lesão corporal (-5,09%) e homicídio (-16,08%). Os crimes de furto e tráfico de drogas apresentaram aumento de 0,29% e 49,54%, respectivamente. No entanto, no caso do tráfico de drogas, os números são considerados positivos para a sociedade, pois refletem diretamente o resultado das ações de combate intensivo a esse delito. Para se ter uma ideia, foram realizadas quase 20 mil operações de combate à criminalidade, que resultaram em 21.886 prisões, das quais, 28,96% foram referentes ao tráfico de entorpecentes.

Em relação aos homicídios, no comparativo entre os anos de 2010 e 2011, os números também foram positivos. Em 2010, em todo o Pará, foram 3.409. Neste ano, até o dia 26 deste mês, foram 2.861, com a diferença de -548 em números absolutos, correspondendo à variação de -16,08%. Desses números, na Região Metropolitana de Belém (RMB) a queda foi de 1.490 (2010) para 1.033 (até 26 de dezembro de 2011), com a diferença de 457 em termos absolutos (-30,67%). Na capital (incluindo os distritos de Icoaraci, Mosqueiro e Outeiro), a redução foi de 845 (2010) para 554 (neste ano), correspondendo à variação de -34,43%. Ainda correspondendo à RMB, o total da queda na criminalidade corresponde a 12% em relação ao ano passado. Na capital, a redução da violência foi de 13%.
MEDIDAS ESTRUTURAIS 

Durante a apresentação do levantamento que mostra a redução da violência no Pará, o secretário da Segup, Luiz Fernandes, ressaltou as medidas estruturais estratégicas que o Governo tem implantando desde janeiro e que estão possibilitando a queda da criminalidade em todas as regiões paraenses. A primeira delas é a integração de todos os órgãos de segurança do Estado, União e municípios. Foi apontado também pelo secretário como medida estratégica o desenvolvimento de políticas sociais e de prevenção da violência, como a reinserção social dos egressos da Superintendência do Sistema Penal (Susipe) e a participação comunitária.

A parceria com o programa de promoção da Paz, o Pro-Paz também faz parte da estratégia governamental para reduzir a criminalidade e oferecer mais oportunidades para a população. As atividades do programa congregam uma série de serviços, levando educação, cultura, saúde, arte e cidadania para a população. O Pro Paz atua na Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), Mangueirão, e Instituto Estadual de Segurança Pública (Iesp), além de atendimentos especializados na Santa Casa, Centro de Perícias Renato Chaves e nas Delegacias de Atendimento a Mulher de Tucuruí e Santarém.

A coordenadora do programa, Izabela Jatene, reforçou a importância de se trabalhar em conjunto no combate à violência. “O Pro Paz faz a articulação das políticas públicas, desenvolvendo a prevenção da violência de forma integrada, por meio da educação, saúde, cidadania. Só este ano realizamos mais de 400 mil atendimentos de saúde em todas regiões do Estado”, destacou. Luiz Fernandes ressaltou ainda outra ações que o Governo implementa para combater a criminalidade. “Temos os plano regionalizados de Segurança Pública, por meio dos quais agimos de forma específica em cada região do Estado, a reestruturação do Sistema, com novos equipamentos e servidores, reestruturação do sistema penitenciário com a construção de 14 novas casas penais, renovação da frota de viaturas com 703 carros já na rua, além da capacitação dos mais de 80 mil policiais”.

VIATURAS 

Os investimentos em segurança foram reforçados também durante a apresentação dos dados de redução da violência com a entrega de 20 novas viaturas para a Companhia de Policiamento Turístico da Polícia Militar. Os carros são do tipo Eco Sport e estão equipados com rádio, integrando o sistema de comunicação da corporação, e GPS, que permite o monitoramento 24h, em tempo real, pelo Centro Integrado de Operações (Ciop). Os veículos vão oferecer melhores condições de atuação para os municípios de Salinópolis, Bragança, Soure, Santarém (Alter do Chão), e no distrito de Mosqueiro. Cada local receberá duas viaturas. As outras 10 farão o policiamento da Região Metropolitana. Cada carro é plotado com imagens dos pontos turísticos do Estado.

FOTOS E TEXTO: AGÊNCIA PARÁ DE NOTÍCIAS/ GOVERNO DO ESTADO

domingo, 1 de janeiro de 2012

Atendimento ao público nas delegacias de polícia é Ruim ou Péssimo

O blog do DIPH/Marabá-PA realizou uma pesquisa de opinião (enquete) pela qual coletou opiniões dos internautas acerca da qualidade do atendimento ao público nas delegacia de polícia polícia do brasil.

O resultado de uma certa forma já era previsto e apontou que 75% das pessoas que voluntariamente opinaram em nossa enquete acham o atendimento ao público nas delegacias de polícia como ruim (37,5%) ou péssimo (37,5%). Por outro lado, 25% dos voluntários acham que o atendimento é bom.

Embora o universo pesquisado não seja relevante do ponto de vista estatístico (apenas 8 votos), o resultado ratifica a visão geral empírica, tal seja, de que o atendimento ao público nas delegacia de polícia não é bom.

Mas nós queremos saber mais. Na sua opinião, como usuário eventual ou potencial do sistema de segurança pública, o que poderia ser feito para que esse atendimento fosse melhorado? Comente esta postagem e registre aqui sua sugestão. Ajude-nos a melhorar!

Grato!

sábado, 31 de dezembro de 2011

Informes importantes


1. Quem quiser tirar uma cópia da certidão de nascimento, ou de casamento, não precisa mais ir até um cartório, pegar senha e esperar um tempão na fila.
O cartório eletrônico, já está no ar! www.cartorio24horas.com.br
Nele você resolve essas (e outras) burocracias, 24 horas por dia, online. Cópias de certidões de óbitos, imóveis, e protestos também podem ser solicitados pela internet. Para pagar é preciso imprimir um boleto bancário. Depois, o documento chega por Sedex.
Passe para todo mundo, que este é um serviço da maior importância.
2. AUXÍLIO À LISTA Telefone 102... não!
Agora é:08002800102
NA CONSULTA AO 102, PAGAMOS R$ 1,20 PELO SERVIÇO.
SÓ QUE A TELEFÔNICA NÃO AVISA QUE EXISTE UM SERVIÇO VERDADEIRAMENTE GRATUITO.
Não custa divulgar para mais gente ficar sabendo.
3. Documentos roubados - BO (boletim de ocorrência) dá gratuidade - Lei 3.051/98 - VOCÊ SABIA???
Acho que grande parte da população não sabe, é que a Lei 3.051/98 que nos dá o direito de em caso de roubo ou furto (mediante a apresentação do Boletim de Ocorrência), gratuidade na emissão da 2ª via de tais documentos como:

Habilitação (R$ 42,97);
Identidade (R$ 32,65);
Licenciamento Anual de Veículo (R$ 34,11).
Para conseguir a gratuidade, basta levar uma cópia (não precisa ser autenticada) do Boletim de Ocorrência e o original ao Detran p/ Habilitação e Licenciamento e outra cópia à um posto do IFP..

4) MULTA DE TRANSITO:
(essa você não sabia)
No caso de multa por infração leve ou média, se você não foi multado pelo mesmo motivo nos últimos 12 meses, não precisa pagar multa. É só ir ao DETRAN e pedir o formulário para converter a infração em advertência com base no Art. 267 do CTB. Levar Xerox da carteira de motorista e a notificação da multa.. Em 30 dias você recebe pelo correio a advertência por escrito. Perde os pontos, mas não paga nada.

Código de Trânsito Brasileiro
Art. 267 - Poderá ser imposta a penalidade de advertência por escrito à infração de natureza leve ou média, passível de ser punida com multa, não sendo reincidente o infrator, na mesma infração, nos últimos doze meses, quando a autoridade, considerando o prontuário do infrator, entender esta providência como mais educativa.

VAMOS ACABAR COM A INDÚSTRIA DA MULTA!!!!
Gostaria, se possível, que cada um não guardasse a informação só para si. DIVULGUEM PARA O MAIOR NÚMERO DE PESSOAS
Atenciosamente, 

Bruno Nascimento
Jornalista - DRT 1985 - PA
Cel: (91) 82982495 - TIM / (91) 99670951 OI
Twitter: @falanascimento
Facebook: Bruno Nascimento (Ninho Nascimento)

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Polícia prende autores de homicídio


Menos de 24h horas após o crime a Polícia Militar em Marabá foi procurada por um popular que indicou uma adolescente como sendo o autor do suposto homicídio.

O DIPH/Marabá-PA está ouvindo o menor neste momento, mas tudo indica que o crime foi motivado com motivação patrimonial, ou seja, teria ocorrido latrocínio, e não homicídio como se cogitou no princípio.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

DIPH/Marabá-PA segue investigando morte na Folha 14

Policiais do Departamento de Homicídios seguem investigando a morte do nacional Edenilson Gomes de Alencar. Tal fato teria ocorrido em 15/09/2011, nas proximidades da folha 14, bairro da Nova Marabá. O fato foi registrado na Seccional Urbana de Polícia e foi redistribuído para o DIPH para prosseguir no caso.

Como há poucas informações sobre o homicídio em tela, a polícia civil conta com o apoio da população e familiares para solucionar o caso. Informações e denúncias podem ser encaminhadas aos "disque denúncias", fones 181 ou 3312.3350.



Homem executado friamente quando ia para o trabalho

(por Luciana Marschall – Correio do Tocantins)

Ninguém consegue explicar o motivo da morte de Ribamar, tido como pessoa benquista

Ninguém sabe ao certo o motivo, mas pouco antes do amanhecer de ontem, segunda-feira (26), por volta das 5 horas, o trabalhador José Ribamar Feitosa Costa, 58 anos, foi friamente assassinado com pelo menos três disparos de arma de fogo, no Bairro Santa Rosa, Velha Marabá. O crime ocorreu na Rua Silvino Santis, enquanto José se encaminhava da Travessa Pará, onde morava, para a Avenida Antônio Maia, onde pegava o ônibus diariamente com destino ao frigorífico no qual trabalhava.

Entre as pessoas que presenciaram o crime ninguém quis se identificar, porém algumas delas informaram à Reportagem do CT que viram dois homens chegarem em uma motocicleta preta. O carona teria descido do veículo e se encaminhado em direção a Ribamar, que ainda correu por alguns metros, mas foi alcançado e baleado à queima roupa.

Dois tiros atingiram o peito e um terceiro foi efetuado na cabeça de José. Enquanto isso, o comparsa que pilotava a moto ficou a postos aguardando para auxiliar caso fosse necessário e garantir a rápida fuga da dupla.

As mesmas pessoas garantem conhecer os assassinos como sendo provenientes da "Rua da Bala", como é conhecida a Travessa São Pedro, área famosa entre a população pela presença de pistoleiros e traficantes.

À QUEIMA ROUPA

Segundo o perito criminal Felipe, que esteve no local com a equipe do Centro de Perícias Científicas "Renato Chaves" para fazer o levantamento do local do crime, os disparos foram feitos de uma distância bastante curta. "Foram três tiros encostados nele. Demais detalhes só podem ser apurados durante a necropsia”, afirmou.

O cadáver foi posteriormente examinado pelos médicos legistas do Instituto Médico Legal (IML). “Tem dois projéteis que estão alojados no corpo e depois de recuperados podem ser examinados para se determinar o calibre exato da arma utilizada”, explicou o perito.

Ainda segundo Felipe, o crime tem sinais de execução justamente porque os tiros foram efetuados próximos ao corpo. Ou seja, a intenção realmente era matar José Ribamar. “Nada foi roubado dele. A carteira estava em sua posse e havia dinheiro nela, que foi devolvida para a família. Essa foi mais uma morte violenta aqui na cidade de Marabá”, constatou.

SEM MOTIVO

Apesar de nada ter sido roubado da vítima, a família acredita que a intenção tenha sido essa e a Polícia Civil trabalha inicialmente na mesma direção. Isso porque José Ribamar era tido como um homem sem características que motivassem um assassinato. É o que acredita, por exemplo, a sobrinha dele, Marileide Costa, que esteve no IML fazendo a identificação do corpo. "Ele era trabalhador, não tinha problemas com ninguém e ia pegar o ônibus para trabalhar como fazia todos os dias. Esse é o percurso que ele sempre fazia", informou.

José Ribamar era casado e pai de seis filhos, todos adultos. "Ele nunca teve problemas na rua, nunca foi preso, não bebia, não fumava. Era evangélico", garantiu a sobrinha. A tragédia abalou ainda mais a família que há um mês perdeu outro ente querido. “Meu avô acabou de morrer e agora o meu tio. Estamos arrasados, mas não queremos vingança. Queremos apenas que a polícia faça seu trabalho já que a Justiça Divina é sempre correta”, acredita.

INVESTIGAÇÕES

Baseada no relato feito pela família, a respeito da vida pregressa de José Ribamar, a Divisão de Homicídios da Polícia Civil, está tratando o crime como latrocínio, mas de forma alguma foram descartadas outras opções, devido à brutalidade da morte e ao fato de nada ter sido levado. O escrivão do departamento, Rui Queiroz, informou que o boletim de ocorrência ainda não foi registrado por conta da queda do sistema, devido ao roubo de cabos do sistema Navega Pará ocorrido na madrugada de segunda-feira na Rodovia PA-150.

Apesar disso, um irmão da vítima foi ouvido pelos policiais e também garantiu que José Ribamar não possuía desavenças. Como ninguém da família presenciou o fato, na tarde de ontem, a equipe de homicídios saiu às ruas em busca de mais informações e com a missão de procurar tanto testemunhas do crime quanto pessoas que pudessem relatar algum outro motivo para tamanha violência.

Departamento de Homicídios quer mapear a violência

(por Luciana Marschall – Correio do Tocantins)


O Departamento de Investigação e Prevenção de Homicídios da Polícia Civil, em Marabá, está com nova equipe desde o dia 9 deste mês e já projeta mudanças nos trabalhos que vêm sendo efetuados. O delegado Francisco Bismarck, que está à frente do setor, planeja apresentar em algum tempo um plano para prevenção dos crimes e da violência na cidade, conforme antecipou em entrevista ao CORREIO DO TOCANTINS.

Marabá precisa muito de algo nesse sentido. Quero mobilizar a sociedade para um ano melhor. Acho que a cidade tem a característica de ser muito tolerante à violência”, diz o delegado.

Para ele, apenas uma pequena parcela da população é que tem se preocupado com os índices da criminalidade e, de fato, auxiliam de alguma forma. O delegado destaca, por exemplo, as denúncias que têm sido feitas aos disque-denúncias e que em muitas vezes resultam em prisões, mas a maioria das pessoas ainda permanece indiferente à realidade.

Às vezes uma pessoa anda de um lado para o outro armada, todo mundo sabe, mas ninguém faz nada. Um tempo depois essa pessoa mata alguém e fica todo mundo horrorizado, mas ninguém antes quis se envolver e denunciar”.

A intenção da nova equipe, que conta ainda com dois escrivães e três investigadores, é captar parcerias para a realização desse projeto.

Eu gostaria de ter a participação da sociedade civil organizada, associações, igrejas, Imprensa, etc. O que eu entendo que não pode continuar acontecendo é que a tolerância continue. Todo mundo anda armado, todo mundo mata ou morre por motivos banais, como discussões e acertos de contas”, diz.

O delegado destaca que o Estado muitas vezes não tem oferecido a estrutura mínima ao cidadão e, por isso, é um dos maiores culpados pelo que vem acontecendo.

É evidente que não vamos conseguir resolver o problema por completo e talvez nem consigamos finalizar isso, mas somos seres pensantes e eu gosto de modificar os lugares por onde passei, mesmo que seja pouco. Temos um déficit muito grande para com o cidadão”.

Desde quando a nova equipe assumiu, vem alimentando o mapa da criminalidade com o objetivo de comparar mês a mês a evolução do quadro.

Vamos comparar os períodos do próximo ano com os deste ano que está terminando. Isso vai ajudar a gente a ter um diagnóstico ao longo do ano de quais os locais mais vulneráveis, que tipo de crimes acontece, as armas usadas, os motivos e os horários em que isso acontece. Queremos saber por que as pessoas estão morrendo”.

EQUIPE

Apenas em 2011 foram seis os delegados que assumiram a cadeira da divisão de Homicídios em Marabá, instalada na Delegacia da Cidade Nova. Atualmente o departamento trabalha com a equipe reduzida em relação à demanda que possui, mas, de acordo com o delegado, isso não pode ser usado como desculpa para que o trabalho de combate não seja realizado.

Esse problema de recursos humanos é do Estado todo, mas a gente não pode utilizar isso como desculpa. Não vamos alegar falta de estrutura para ficarmos de braços cruzados”.

Apesar de a maioria dos homicídios ocorrerem no período noturno e aos finais de semana, a divisão vai continuar funcionando em regime de expediente, sem a realização de plantões.

Infelizmente essa é a estrutura que temos hoje, mas a gente pretende tombar o máximo de inquéritos que for possível e manter a eficiência do trabalho realizado pelos delegados que passaram pela divisão neste ano. O trabalho vinha sendo bem feito e vamos tentar manter procurando sempre melhorar, dando nosso toque pessoal”.

Segundo o delegado, uma das prioridades será dar maior atenção aos laudos criminalísticos que nem sempre são finalizados a tempo de serem enviados junto com o inquérito para a Justiça.

Quero focar nos laudos porque sei que o Centro de Perícias Científicas "Renato Chaves" também tem suas dificuldades, mas o fato de enviarmos os inquéritos sem os laudos anexados prejudica. Às vezes o acusado é colocado em liberdade porque falta materialidade e isso causa uma sensação de impunidade na sociedade. Somos sensíveis a isso”.

TRABALHO

Do dia 9 até a última sexta-feira (23), a divisão possuía sete inquéritos instaurados, número que agora irá aumentar com a ocorrência de um homicídio acontecido na manhã de ontem segunda-feira (26). Mas o delegado garante que pretende desvendar os crimes e encontrar os autores.

O nosso trabalho só acaba com a prisão do culpado. Queremos trabalhar pensando em chegar ao final, que é prender os envolvidos nos crimes. Assim que desvendamos o acusado já peço a prisão preventiva”.

A equipe da Divisão de Homicídios recorda que a quantidade de execuções apresentou uma queda significativa desde a prisão dos pistoleiros Valdemir Lima dos Santos, o Velhinho, de 28 anos, e Diego Pereira Marinho, de 19 anos, ocorrida no dia 30 de novembro. Eles são acusados de terem executado diversos homicídios na cidade. Para o delegado, se a Polícia Civil trabalha bem, as estatísticas apresentam redução na criminalidade.

Depois dessas prisões praticamente acabaram as mortes por execução e não é porque os dois sejam os culpados por todas as mortes, mas porque quem estava pensando em matar acabou parando porque viu que a coisa está pegando”.

Ele acrescenta que a intenção é justamente essa, assustar os criminosos. “Muita gente está assustada e eu quero manter esse povo desse jeito. Quanto menos gente morrer é melhor”.

FORÇA TAREFA

O delegado Bismarck e parte da equipe que agora compõe a divisão passaram os últimos cinco meses à frente de uma Força Tarefa montada com o objetivo de apurar autorias de homicídios em inquéritos não solucionados e instaurados entre os anos de 2007 e 2010 no sudeste do Estado do Pará. O trabalho serviu como base para os policiais terem alguma noção acerca dos crimes de assassinatos que ocorrem na cidade.

Com essa experiência adquirimos um conhecimento empírico. Com base nos inquéritos, avaliamos que a maioria das mortes é por encomenda e com características de execução. Essa é a característica do sudeste do Pará, mas não podemos cruzar os braços só porque 'isso já é cultural na região'. Se Marabá quer ser grande ela precisa ser tratada dessa forma. Não podemos aceitar que tenha mais mortes que algumas grandes capitais. É inadmissível”.

Segundo o delegado, a Força Tarefa não teve os resultados esperados principalmente porque o trabalho entre a polícia judiciária estadual e os policiais da Força Nacional destacados para integrarem a equipe não fluiu como deveria.